A ferramenta de avaliação ESG mais completa para PMEs portuguesas. 27 indicadores em 3 pilares, benchmarks setoriais, alinhamento ODS e prontidão CSRD — 5 a 8 minutos, sem cadastro inicial.
Contextualiza obrigações legais (whistleblower ≥50, transparência salarial ≥100)
Usado para calcular intensidade de carbono por €M de receita
Setor de Atividade *
Dimensão da Empresa *
A dimensão contextualiza obrigações regulatórias (ex: canal de denúncia obrigatório para ≥50 trabalhadores).
Qual a principal fonte de energia da empresa?
A energia é responsável por 40-70% da pegada de carbono da maioria das PMEs. Em Portugal, a tarifa verde é competitiva desde 2023. A CSRD vai exigir às grandes empresas que reportem as emissões da sua cadeia de fornecimento — incluindo os seus fornecedores PMEs.
A empresa mede as suas emissões de carbono (Scope 1 e 2)?
Scope 1 = emissões diretas (frota, máquinas). Scope 2 = emissões da eletricidade. A CSRD vai obrigar grandes empresas a medir Scope 1, 2 e 3 — e estas exigirão o mesmo aos fornecedores. Ferramentas gratuitas: GHG Protocol Calculator, Carbon Footprint Ltd.
A empresa tem plano formal de redução de carbono com metas e prazos?
Metas quantificadas (ex: "reduzir 30% até 2030") são a diferença entre intenção e compromisso. O financiamento ESG e o Pacto Ecológico Europeu exigem metas credíveis. O padrão de referência é o Science Based Targets initiative (SBTi).
Como é feita a gestão de resíduos na empresa?
Portugal tem meta de 65% de reciclagem até 2035 (Diretiva 2018/851/UE). Empresas com política formal reduzem custos operacionais em 8-15% e cumprem o DL 102-D/2020 sobre gestão de resíduos.
A empresa monitoriza o consumo energético e tem programa de eficiência?
PMEs com programas de eficiência energética poupam em média 12-20% na fatura (ADENE). A Diretiva de Eficiência Energética exige auditorias a empresas com ≥250 trabalhadores — PMEs que implementam voluntariamente ficam à frente da regulação.
A empresa tem certificação ambiental reconhecida (ISO 14001 / EMAS)?
ISO 14001 e EMAS são pré-requisitos crescentes em concursos públicos (Compras Públicas Verdes) e cadeias de grandes empresas. Certificação reduz a incidência de multas ambientais em 60% (APA, 2023).
A empresa avalia o impacto ambiental dos seus fornecedores?
A Diretiva CSDDD e a CSRD obrigam grandes empresas a avaliar sustentabilidade ao longo da cadeia de valor. Os fornecedores PMEs que não tiverem dados prontos perderão contratos. Começar agora é uma vantagem competitiva crítica.
A empresa monitoriza o consumo de água e tem metas de redução definidas?
Stress hídrico afetará 40% da população mundial até 2030 (ONU). Em Portugal, o setor de agricultura, indústria e turismo são os maiores consumidores. A CSRD inclui o tópico de água (ESRS E3) como obrigatório. Sistemas de monitorização reduzem consumo em 15-25% com ROI imediato na fatura de água.
A empresa identifica e mede emissões Scope 3 (cadeia de fornecimento, mobilidade, resíduos)?
Para a maioria das empresas, o Scope 3 representa 70-90% do total de emissões de GEE. A CSRD e a CSDDD exigem às grandes empresas que recolham dados Scope 3 de fornecedores. PMEs que não tiverem estes dados prontos perderão contratos nos próximos 3-5 anos. O GHG Protocol tem calculadora gratuita de Scope 3 para PMEs.
Como está implementado o Sistema de Saúde e Segurança no Trabalho (SST)?
Portugal regista 168 acidentes mortais/ano (ACT, 2023). A Lei 102/2009 exige serviços SST para todas as empresas. Sistemas robustos reduzem sinistralidade em 40% e absentismo em 25%, com ROI médio de 1:4 no investimento.
Quantas horas de formação por trabalhador por ano, em média?
O Código do Trabalho exige 40 horas de formação/ano/trabalhador. Empresas com ≥35h têm 24% menor rotatividade e 18% maior produtividade (DGEEC, 2023). Formação é o principal driver de competitividade das PMEs portuguesas.
Qual a percentagem de mulheres no total de colaboradores?
Empresas com ≥40% diversidade de género têm 21% maior probabilidade de superar a concorrência em rentabilidade (McKinsey, 2023). A Lei 62/2017 impõe quotas de 40% nos órgãos de gestão de empresas do setor público empresarial.
Como se posicionam os salários face ao Salário Mínimo Nacional (SMN — €870 em 2025)?
Empresas que pagam 110%+ do SMN têm 30% menor rotatividade. Os salários reais são o principal indicador de "trabalho digno" (SDG 8). Financiadores ESG usam esta métrica para avaliar risco social e atratividade de talento.
A empresa tem programas formais de bem-estar para colaboradores?
Burnout custa às empresas europeias €322 mil milhões/ano em produtividade (Gallup, 2023). Seguro de saúde, apoio psicológico e flexibilidade têm o maior ROI em retenção de talento. Portugal legislou o direito a desligar (Lei n.º 83/2021).
A empresa tem política de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) documentada?
A Diretiva da UE sobre transparência salarial (2023/970/UE) obriga empresas com ≥100 trabalhadores a reportar diferenças salariais. Política DEI documentada é o primeiro passo para conformidade e para atrair talento de qualidade.
A empresa tem envolvimento comunitário ativo (voluntariado, doações, parcerias locais)?
O investimento social corporativo representa em média 0.6% das vendas das PMEs que o praticam. O impacto na reputação e atração de talento local supera significativamente o custo (GRACE, 2023). É um diferenciador crescente em licitações públicas.
A empresa avalia direitos humanos e condições laborais na sua cadeia de fornecimento?
A Diretiva CSDDD (2024) exige que grandes empresas identifiquem e mitiguem impactos nos direitos humanos ao longo da cadeia de valor. Isso significa que fornecedores PMEs precisarão demonstrar práticas sociais para manter os seus contratos.
Qual a taxa de rotatividade voluntária anual de colaboradores?
A taxa de rotatividade é o indicador social mais revelador de uma PME. Custo médio de substituição: 6-9 meses de salário por colaborador. Rotatividade >20% sinaliza problemas sérios de clima organizacional. A média europeia para PMEs é 14% (Eurostat, 2023). Este indicador não mente — é impossível de manipular.
A empresa tem transparência salarial interna — rácio CEO/mediana documentado e comunicado?
A Diretiva de Transparência Salarial UE (2023/970/UE) obriga empresas com ≥100 trabalhadores a reportar o rácio CEO/mediana a partir de 2026. Empresas com rácio >20:1 terão crescente pressão de colaboradores e media. Transparência interna é a primeira etapa de conformidade — e o primeiro sinal de cultura organizacional justa.
As obrigações fiscais e declarativas são cumpridas dentro dos prazos legais?
Incumprimentos fiscais são o principal red flag para financiadores, bancos e parceiros. A AT disponibiliza certidão de não dívida exigida em concursos públicos, fundos europeus e pedidos de crédito. Qualquer atraso bloqueia estes processos.
A empresa tem código de ética e conduta documentado e comunicado a todos?
Código de ética reduz conflitos internos em 35% e é sinal de maturidade para investidores. É a fundação de qualquer programa de compliance. Templates gratuitos disponíveis na APEE (Associação Portuguesa de Ética Empresarial).
A empresa tem canal de denúncia (whistleblower) implementado?
A Lei 93/2021 (Diretiva UE 2019/1937) obriga empresas com ≥50 trabalhadores a canais de denúncia. A CNPD aplica coimas até €250.000 por incumprimento. Mesmo abaixo do limiar, é uma boa prática que aumenta confiança de colaboradores e financiadores.
A estrutura de gestão inclui membros independentes ou conselheiros externos?
Conselheiros independentes reduzem risco de concentração de poder e conflitos de interesse. São cada vez mais valorizados por financiadores como sinal de maturidade de governação e redução de risco empresarial.
A empresa realiza auditorias internas regulares com relatório documentado?
Auditorias internas anuais identificam em média 3-5 riscos operacionais não mapeados e reduzem erros financeiros em 35% (IIA, 2023). São cada vez mais exigidas por bancos e financiadores ESG como condição de acesso a crédito.
Qual o nível de conformidade com o RGPD (Regulamento Geral de Proteção de Dados)?
A CNPD aplicou €4.7 milhões em coimas em Portugal em 2023. Conformidade total inclui: DPO (se obrigatório), registo de atividades de tratamento, DPIA, política de privacidade e procedimentos de resposta a violações de dados.
A empresa publica dados de sustentabilidade ou relatório ESG?
A CSRD obriga empresas com ≥250 trabalhadores a reportar ESG a partir de 2025. PMEs fornecedoras receberão pedidos de dados ESG nos próximos 2-3 anos. Começar a reportar agora é uma vantagem competitiva e uma preparação necessária.
A empresa tem política anti-corrupção com formação obrigatória para colaboradores?
Portugal ocupa o 33.º lugar no índice de perceção de corrupção (TI, 2023). A Lei n.º 94/2017 obriga programas de compliance em determinados setores. É exigido em todos os contratos com entidades públicas e parceiros internacionais.
A empresa publica informação sobre estrutura fiscal e pagamentos a governos (transparência fiscal)?
Transparência fiscal é um dos indicadores ESRS G1 da CSRD. Em Portugal, a evasão fiscal custou €1.7 mil milhões em 2023 (AT). Empresas que publicam country-by-country reporting voluntariamente têm significativamente maior confiança de investidores e parceiros internacionais — e evitam reputational risk crescente.
Qual o histórico de incidentes de segurança de dados e violações de privacidade nos últimos 3 anos?
Violações de dados custam em média €4.5M por incidente (IBM, 2023). Empresas com histórico de violações por má prática têm 35% menor confiança de clientes e parceiros. O registo limpo combinado com sistemas preventivos robustos é o diferenciador. CNPD regista e publica o histórico de incidentes reportados em Portugal.
Score baseado em 27 indicadores VSME/EFRAG com ponderação setorial. Ligue ao Advanta para score automático com dados reais.
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Metodologia
Alinhado com o padrão VSME (EFRAG), os 17 ODS da ONU e a Diretiva CSRD da União Europeia.
10 setores com ponderações E/S/G específicas. Cada setor tem uma questão adicional adaptada ao seu contexto de materialidade.
7+8+8 perguntas core, mais 3 questões setoriais. Cada indicador é mapeado para VSME, CSRD e ODS relevantes com contexto regulatório.
E×peso_E + S×peso_S + G×peso_G com pesos variáveis por setor. Score global 0–100 com 5 níveis de maturidade ESG.
Comparação com PMEs do setor em Portugal, 12 ODS avaliados, prontidão CSRD e plano de ação ordenado por impacto e esforço.
Perguntas frequentes
ESG (Environmental, Social, Governance) são os três pilares do impacto não financeiro de uma empresa. Para PMEs, o ESG é cada vez mais relevante por três razões: (1) acesso a financiamento — bancos e fundos europeus incorporam critérios ESG nas condições de crédito; (2) cadeia de fornecimento — grandes empresas sujeitas à CSRD exigirão dados ESG dos seus fornecedores PME nos próximos 2-3 anos; (3) reputação e talento — colaboradores e clientes preferem empresas com compromisso ESG demonstrado.
As ponderações E/S/G variam por setor para refletir a materialidade dos riscos. Construção: E=40%, S=35%, G=25% (alto impacto ambiental). Tecnologia: E=25%, S=35%, G=40% (governação de dados crítica). Agricultura: E=45%, S=30%, G=25% (impacto ambiental dominante). Esta abordagem segue a metodologia de materialidade dupla do EFRAG para o padrão VSME.
O VSME (Voluntary Standard for non-listed SMEs) foi desenvolvido pelo EFRAG especificamente para PMEs não cotadas. Publicado em 2024, fornece um conjunto simplificado de indicadores ESG adaptados à capacidade das PMEs, alinhados com a CSRD e os padrões ESRS aplicáveis a grandes empresas. É o referencial que o mercado e os financiadores vão exigir às PMEs nos próximos anos.
A CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive) obriga empresas europeias a reportar sustentabilidade: grandes empresas (≥500 trabalhadores) a partir de 2025; empresas médias cotadas (≥250) a partir de 2026. PMEs não estão diretamente obrigadas, mas serão indiretamente afetadas porque as empresas sujeitas à CSRD recolherão dados ESG ao longo de toda a sua cadeia de fornecimento — incluindo os seus fornecedores PME.
Os benchmarks são estimativas baseadas em dados agregados de estudos do IAPMEI, INE e relatórios setoriais de sustentabilidade de 2023/2024, calibrados para o contexto das PMEs portuguesas. São indicativos e servem de referência comparativa — não constituem dados de auditoria certificada. O objetivo é contextualizar o score da empresa face à realidade do seu setor.
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