Calcule a solidez da estrutura financeira da sua empresa. A subcapitalização — capitais próprios insuficientes face ao nível de dívida — é uma das principais causas de insolvência de PMEs em Portugal.
Total do capital próprio da empresa (capital social + resultados retidos + reservas). Encontra no balanço.
Soma de todos os ativos da empresa (correntes + não correntes). Total do balanço.
Resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações. Da demonstração de resultados.
Total de juros e outros encargos financeiros pagos. Da demonstração de resultados.
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O que mede esta calculadora
Mede a proporção do ativo total que é financiada por capitais próprios (em vez de dívida). Quanto maior, mais independente é a empresa de financiamento externo.
| AF | Classificação |
|---|---|
| > 50% | Sólida |
| 33% – 50% | Aceitável |
| 20% – 33% | Frágil |
| < 20% | Crítica |
Mede quantas vezes o resultado operacional (EBITDA) cobre os encargos financeiros anuais. Um rácio baixo significa que a empresa usa uma fatia desproporcional dos resultados para pagar juros.
| CEF | Classificação |
|---|---|
| > 4× | Sólida |
| 2× – 4× | Aceitável |
| 1× – 2× | Frágil |
| < 1× | Crítica |
| Setor | AF mediana |
|---|---|
| Tecnologia / Software | 45–60% |
| Serviços B2B | 35–50% |
| Indústria transformadora | 25–40% |
| Comércio grossista | 20–35% |
| Construção | 15–30% |
Fonte: Banco de Portugal, Estudos de Empresa. Valores medianos por setor para PMEs.
Uma AF baixa não é só um número — é o ponto de partida de um ciclo que pode terminar em insolvência:
Resultados positivos não garantem saúde financeira. Uma empresa pode ser lucrativa e ainda assim entrar em insolvência por falta de liquidez e estrutura de capital inadequada.
Perguntas frequentes
A autonomia financeira (AF) mede a proporção dos ativos de uma empresa que é financiada por capitais próprios. Fórmula: AF = Capitais Próprios ÷ Total do Ativo × 100. Uma AF acima de 33% é geralmente considerada saudável para PMEs portuguesas. Abaixo de 20% indica subcapitalização estrutural e risco elevado de insolvência em caso de choques externos.
Sim. Resultados positivos não garantem saúde financeira. Uma empresa pode ser lucrativa e ainda assim estar subcapitalizada — o que a torna extremamente vulnerável a choques externos como atrasos nos recebimentos, quebras de faturação ou subidas de taxas de juro. A AF baixa significa que a empresa depende excessivamente de terceiros (bancos, fornecedores) para financiar a sua atividade.
O factoring antecipa o valor de faturas já emitidas — não cria dívida nova no balanço. Ao contrário de um empréstimo bancário (que aumenta o passivo e reduz a AF), o factoring converte contas a receber em caixa sem alterar a estrutura de capital. Isso reduz a dependência de crédito bancário de curto prazo, que é um dos maiores fatores de deterioração da AF nas PMEs.
A cobertura de encargos financeiros (CEF = EBITDA ÷ Encargos Financeiros) mede quantas vezes o resultado operacional cobre os juros e encargos. Uma cobertura mínima de 2× é recomendada — significa que a empresa gera o dobro dos encargos que tem de pagar. Abaixo de 1× é critico: a empresa não gera resultado suficiente para cobrir os seus próprios encargos financeiros.
Três estratégias principais: 1) Substituir crédito bancário (que aumenta o passivo) por factoring (que adianta receita sem criar dívida); 2) Melhorar a rentabilidade para aumentar os resultados retidos, que reforçam os capitais próprios ao longo do tempo; 3) Desinvestir em ativos imobilizados pouco utilizados, reduzindo o ativo total e melhorando o rácio. O confirming também ajuda — ao estender os prazos de pagamento a fornecedores, reduz a pressão de tesouraria sem recorrer a crédito adicional.
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O factoring converte faturas em caixa sem aumentar o passivo. O confirming estende prazos de pagamento sem pressionar a tesouraria. Juntos, melhoram a autonomia financeira da sua PME.